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Você saberia dizer o que significa inspiração? 

Em uma rápida pesquisa no Google, nós encontramos diversos resultados que nos falam sobre o ato de inspirar, parte da mecânica de respiração do corpo humano. 

Porém, para a inspiração mesmo, aquela que vem de repente e nos coloca em movimento, não existe uma resposta rápida. 

A inspiração é um conceito complexo, um evento espontâneo e impossível de fazer acontecer. 

Neste artigo, nós vamos falar sobre o que significa inspiração, como ela acontece e o que você pode fazer para encontrá-la. 

Você vai conferir:

O que significa inspiração?
As principais características da inspiração
O que não é inspiração
3 dicas de como encontrar inspiração

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O que significa inspiração? 

Durante muito tempo, acreditou-se que a inspiração tinha origem divina. 

Na Grécia Antiga, a inspiração era trabalho das musas, que influenciavam os seres humanos ao cochichar em seus ouvidos uma ideia ou vontade. 

Para a Igreja Católica, a inspiração é um presente dos céus, a influência do Espírito Santo no comportamento humano. 

Por causa desse caráter etéreo, a inspiração passou a ser considerada um ato mágico no senso comum, um traço reservado aos gênios, escritores e artistas. 

Mas em um sentido mais material e científico, o que significa inspiração? 

A inspiração só começou a ser estudada como ciência no século XIX.

O pensador John Locke chegou a definir a inspiração como “ideias que se associam para criar ressonância”. 

Ou seja, para ele, a inspiração é o conjunto de ideias que, quando unidas, cria novos sentidos e causa movimento.

Ela seria, então, um aglutinado de pensamentos que nos faz agir. Para tornar esse conceito mais claro, vamos a um exemplo prático: 

Digamos que você está assistindo a um filme e, neste filme, existe uma cena em que um personagem come um bolo de cenoura. Na hora, por causa da cena, você sente vontade de comer um bolo de cenoura. Então, ao sentir aquela vontade, você pausa o filme, vai até a cozinha e bate um bolo de cenoura para comer enquanto assiste ao resto do filme. 

Esse é um exemplo de inspiração, uma realização tão forte que obriga você a se movimentar e realizar uma atividade. 

Outro exemplo poderia ser um artista vendo um pôr do sol tão impactante que sua única vontade é pintá-lo. 

As principais características da inspiração 

Depois de John Locke, a definição mais concreta que temos da inspiração veio através dos estudos de Todd Thrash e Andrew Elliot, em meados dos anos 2000. 

Na época, Elliot era um químico estudando as bases bioquímicas daquele arrepio que sentimos ao ouvir música, enquanto Todd era um psicólogo que pesquisava motivação. 

Juntos, eles chegaram a um estudo sobre a inspiração que relacionava o fenômeno com a bioquímica do nosso cérebro, indicando que a inspiração é como moléculas de comportamento se aglutinando para criar uma função. 

Além disso, eles chegaram nas características que formam a inspiração: 

  1. Ela é uma evocação espontânea. Ou seja, não é possível reproduzir um momento de inspiração e nem forçar o cérebro a se inspirar.
  2. Ela gera motivação próxima. Isso significa que a inspiração gera uma vontade tão grande que a única saída é o movimento. A inspiração obriga você a fazer algo, a tomar uma ação.
  3. E por causa da segunda característica, a inspiração deixa uma ideia ou vontade tão clara que todo o resto se torna secundário e você só tem olhos para ela. 

É como no exemplo que demos acima: a vontade de fazer um bolo de cenoura surgiu “do nada” por conta da cena do filme, você não se forçou a se sentir inspirado para fazer bolo de cenoura. 

Ver a cena fez você sentir vontade de comer o bolo, então a única solução foi pausar o filme e fazer essa vontade virar realidade.

Por fim, você estava tão inspirado que até pausou o filme.

Neste artigo, nós vamos falar sobre o que significa inspiração, como ela acontece e o que você pode fazer para encontrá-la.

O que não é inspiração 

É a partir da definição de o que significa inspiração e quais são suas características que podemos entender o que NÃO é inspiração. 

Abaixo, você confere três conceitos que se parecem com inspiração, mas não são: 

Inspiração não é motivação 

Enquanto a inspiração é algo intenso e pede por uma ação imediata, a motivação não é tão forte e movimentadora assim.

Vamos pensar novamente no exemplo do bolo de cenoura. 

Enquanto a inspiração fez você pausar o filme e fazer um bolo de cenoura, a motivação teria feito você pensar: “seria ótimo comer um bolo de cenoura, vou fazer um no final de semana”. 

Consegue perceber a diferença? 

Inspiração não é epifania 

Embora muitas pessoas confundam, a inspiração também não é uma epifania.

Elas surgem de maneira espontânea e "do nada”, mas a epifania está mais próxima de um insight. 

A epifania acontece quando você consegue resolver algo que estava tentando sem sucesso, e normalmente vem quando você relaxa. 

Por exemplo, você está tentando resolver um problema no trabalho e passou duas horas pensando em como fazer isso.

Então, quando você deita a cabeça no travesseiro, encontra a solução. Essa é uma epifania.

Mas se você levantar e não resolver o problema naquela noite mesmo, ela não é uma inspiração porque parte essencial da inspiração é provocar movimento.

Inspiração não é insight 

O insight é uma realização que está mais próximo da epifania, isso porque ele é um estado de transição entre o não saber e o saber. 

Ele acontece quando, por exemplo, você está olhando para um dado em uma planilha sem saber o que ele significa.

Mas quando você recebe uma informação extra ou olha para outro dado, consegue entender o que ele indica. 

Isso é um insight, quando você passa a saber algo que não sabia antes. 

3 dicas de como encontrar inspiração 

Como você viu acima, os pesquisadores Andrew Elliot e Todd Thrash sabem ser impossível conseguir forçar um estado de inspiração. 

Isso significa que não existe uma maneira de você se tornar inspirado de uma hora para outra apenas porque quer. 

A inspiração, na definição, não depende da vontade, ela acontece de maneira espontânea. 

Porém, parte dos estudos revelaram também, que existem determinados comportamentos que você pode ter que favorecem o aparecimento da inspiração. 

São esses comportamentos que viraram as dicas que você verá abaixo: 

1. Buscar otimismo e autoestima

Pode parecer um pouco amplo, mas o que os pesquisadores trazem como autoestima e otimismo é ter autoeficácia e confiança. 

Para poder se abrir para a inspiração, é preciso ter a confiança de que você pode fazer algo, se sentir capaz de realizar uma atividade. 

2. Não se pressionar

Como visto, não se pode forçar a inspiração. Logo, não adianta você se pressionar para se sentir inspirado porque isso será apenas prejudicial. 

Assim como o exemplo do bolo de cenoura, a inspiração pode aparecer em qualquer momento a partir de qualquer atividade. 

Então, não se cobre tanto. É muito mais provável que você sinta a inspiração no momento em que estiver relaxado do que no momento em que estiver tentando. 

3. Buscar coisas diferentes

Uma terceira dica importante é buscar pelo diferente, mesmo que não pareça o ideal.

Um exemplo trazido pelos podcasters do Naruhodo no episódio 342, que foi nossa inspiração para este artigo, é o seguinte: 

Digamos que você está fazendo uma pesquisa para criar um comercial para um produto. Então, você vai atrás de especialistas sobre o assunto e reúne todas as informações técnicas. Mas para ter mais informações, você começa a conversar com pessoas que não são especialistas, pessoas que talvez até nem conheçam o assunto, mas opinam. O que essas pessoas trouxerem pode ajudar a ter uma ideia original para o comercial. 

O exemplo nos mostra que explorar o diferente pode nos aproximar do evento da inspiração. 

Isso significa que parte importante de encontrar inspiração é ter repertório e buscar estar informado. 

Por isso, uma boa maneira de buscar a inspiração é fazendo uma graduação. Conheça os cursos oferecidos pelo EAD PUC Goiás e tome a decisão que transformará a sua vida! 

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