Quem acompanha a digitalização de perto, sabe que a Internet das Coisas tem transformado o mundo, trazendo mais facilidade e comodidade para as tarefas.

Chegar em casa e encontrar o ar-condicionado na temperatura certa, por exemplo, já é uma realidade. 

Ou, então, ligar as luzes e ajustá-las diretamente pelo aparelho celular.

Mas esses são só alguns exemplos simples de aplicação da Internet das Coisas, que podemos experimentar no nosso cotidiano

O alcance dela é muito maior, com impacto, inclusive, na administração pública. 

Para se ter ideia, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou um fundo de investimentos, no valor de até R$ 160 milhões, para fomentar a Internet das Coisas.

A proposta é que tenhamos mais soluções desse tipo por aqui.

Curioso para saber mais sobre o assunto?

Então, avance no texto!

O que é Internet das Coisas (IoT)?

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Quando nos deparamos com o termo Internet das Coisas, normalmente, vemos a sigla IoT associada.

E é bem simples entender o porquê.

Internet das Coisas é uma tradução do inglês Internet of Things.

O acrônimo, portanto, vem do conceito na língua inglesa.

Internet das Coisas é a conexão de objetos físicos com a internet. Ou seja, uma forma de fazer com que itens do dia a dia sejam capazes de coletar e transmitir dados.

Quer um exemplo para ficar mais fácil de entender? Um automóvel com GPS.

A tecnologia atrelada ao veículo permite que as informações sobre os trajetos realizados sejam reunidas e repassadas.

De onde surgiu o termo?

Embora o termo tenha ganhado mais evidência nos últimos tempos, ele surgiu há mais de 20 anos.

Quem o criou foi o londrino Kevin Ashton, um cientista da computação que trabalhava na Procter & Gamble.

Em 1999, Ashton faria uma reunião com executivos da empresa de barbeadores Gillette sobre usar tags de identificação de radiofrequência e outros sensores em produtos da cadeia de fornecimento, e precisava de um título impactante para a sua apresentação.

Foi, então, que teve a ideia de usar Internet das Coisas.

História da Internet das Coisas

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Ainda que Kevin Ashton seja o idealizador do termo Internet das Coisas, a ação de conectar objetos físicos à internet teve início antes.

O primeiro dispositivo foi criado por John Romkey e apresentado em uma conferência chamada INTEROP, realizada em 1990. 

Tratava-se de uma torradeira que podia ser ligada pela internet.

A partir daí, então, é que a IoT foi se desenvolvendo e ganhando novas aplicações.

O número de dispositivos conectados, consequentemente, aumentou.

E, segundo estimativas da International Data Corporation (IDC) -  líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e de conferências para indústrias de Tecnologia de Informação e Comunicações -, haverá 41,6 bilhões de “coisas conectadas” em 2025.

Como funciona a internet das coisas?

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Você já sabe que a Internet das Coisas consiste em objetos físicos conectados à internet, certo?

E ela funciona por meio de uma rede que viabiliza a troca de informações entre os aparelhos.

Com isso, ocorre a automatização das ações.

A seguir, você confere algumas aplicações.

IoT na economia mundial e suas aplicações

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A Internet das Coisas tem transformado a rotina de várias empresas de setores diversos. 

Isso porque, com base na geração de dados que ela permite, é possível otimizar os processos. 

Nas indústrias, principalmente, a IoT tem ajudado a identificar os problemas a tempo de corrigi-los. 

Veja só algumas aplicações:

Fabricação

A fabricação é a base de toda indústria, e a Internet das Coisas tem contribuído com a produção, justamente por possibilitar o gerenciamento de ativos e a manutenção de equipamentos.

Logística

No mercado de logística, a Internet das Coisas é usada, sobretudo, para o monitoramento do transporte. 

Assim, é possível rastrear os veículos, facilitar a comunicação e garantir a segurança dos motoristas e cargas.

Energia e utilidades

O setor de petróleo e gás exige uma rede inteligente de distribuição, e a Internet das Coisas tem contribuído com as informações que facilitam a transmissão. 

Outros serviços públicos também têm se beneficiado da tecnologia. 

A automação conectada a redes de iluminação pública para mapeamento dos locais é um exemplo.

Internet das coisas e Smart Cities

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A iluminação pública, da qual falamos no tópico anterior, é um dos exemplos de aplicação da Internet das Coisas mais populares em Smart Cities ou, em português claro, Cidades Inteligentes.

Mas existe uma série de oportunidades que ajudam a solucionar diversos problemas urbanos de setores como educação, saúde e segurança.

Essa prática, que vem sendo cada vez mais discutida pelos governos com empresas que oferecem serviços de IoT, já é utilizada em diferentes lugares.

O Brasil ainda não é um grande usuário do conceito, mas a cidade de São Paulo, por exemplo, firmou uma parceria com o aplicativo Waze para ter acesso online às informações do tráfego no município, o que já é um caso de IoT. 

Big Data

Big Data e IoT têm muito em comum. Na verdade, um complementa o outro.

Big Data está relacionado à análise de grandes volumes de dados. Para isso, é preciso coletá-los.

A Internet das Coisas, por sua vez, tem a capacidade de gerar informações, mas precisa de uma inteligência para transformá-las em insights valiosos.

Assim, trabalhando as duas tecnologias juntas, é possível alcançar resultados extraordinários.

Segurança e privacidade

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Com tantos aparelhos conectados e informações sendo geradas o tempo todo, como garantir a segurança e privacidade?

Este é um dos desafios da Internet das Coisas. 

Por essa razão, empresas que investem em IoT precisam cuidar para que o processo proteja os dados de usuários.

Os usuários, por sua vez, devem ser cautelosos quanto ao fornecimento de suas informações.

Exemplos e benefícios da aplicação da internet das coisas

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IoT não é uma ideia futurista. Pelo contrário. Ela já está em prática e seus benefícios são diversos.

Segundo o Fórum Econômico Mundial, a Internet das Coisas contribui para áreas como:

Limpeza do ar e da água

Um exemplo de como a IoT pode ser usada para limpeza do ar e da água é a ação realizada na cidade de Londres. 

Moradores receberam medidores de poluição do ar para serem posicionados em seus veículos de transporte.

Por conta do sensor nos aparelhos, as informações são geradas para um servidor que consolida e fornece os dados.

Assim, os londrinos podem conferir a qualidade do ar na região.

Menos desperdício de comida

Um problema muito comum enfrentado por diversos países é o desperdício de alimentos. 

Para reduzi-lo, a Internet das Coisas tem sido usada como aliada da gestão de abastecimento. 

Na África, por exemplo, há empresas que disponibilizam um sistema para que pequenos produtores encontrem fabricantes interessadas nos alimentos. 

Assim, a distribuição dos produtos é mais rápida, e não há risco de que fiquem parados e estraguem.

Agricultura mais eficiente

A agricultura é mais um dos setores que têm colhido os frutos da IoT. 

No Brasil mesmo, a tecnologia tem orientado melhor as safras. 

Há mapeamento aéreo que indica os lugares ideais para plantação, além de sensores meteorológicos que permitem identificar características diversas relacionadas ao cultivo, como radiação solar e pH das espécies. 

Conectando pacientes e médicos

Os dispositivos plugados em pacientes fornecem informações em tempo real para que os médicos possam acompanhar a distância. 

Isso, inclusive, foi significante na luta contra o Ebola. 

Na época, para evitar o contato, as pessoas contaminadas pelos vírus foram conectadas a aparelhos que mediam o risco da doença e transmitiam os dados para os médicos.

As tecnologias da Internet das Coisas

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Para que a Internet das Coisas exerça seu papel, é preciso que haja uma combinação dos seguintes elementos:

Dispositivos

Os dispositivos são, na verdade, os objetos físicos. Carro, geladeira e ar-condicionado são alguns exemplos. 

Para que sejam parte da IoT, eles precisam de componentes de comunicação, que podem ser chips, sensores, antenas e outros.

Redes e tecnologias de comunicação

A fim de que os dispositivos coletem e transmitam informações, é necessário o uso de redes e tecnologias de comunicação

Wi-fi, Bluetooth e NFC são as principais utilizadas, além das redes móveis, que são fundamentais quando a IoT exige alcance.

O papel das redes 5G

Ainda que as redes inferiores ao 4G possam ser utilizadas pela Internet das Coisas, elas não são otimizadas para tal finalidade. 

Já a 5G, que representa a nova geração, oferece alta velocidade na transmissão de dados e baixo consumo de energia, características valiosas para o bom funcionamento da IoT.

Possíveis riscos da Internet das Coisas

Como já mencionado, o principal desafio da Internet das Coisas é a segurança. 

Isso porque os maiores riscos estão relacionados a ela.

A IoT está sujeita, por exemplo, a ataques de cibercriminosos, que podem invadir e vazar informações importantes.

Além disso, também há como dominar o controle dos sistemas e comandá-los a distância. 

Internet das Coisas: exemplos reais

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Ao longo do artigo, falamos sobre algumas aplicações da Internet das Coisas. 

Mas, que tal ver mais exemplos?

Tesla Motors

A Tesla, companhia especializada em carros elétricos, aplica a IoT para ampliar a sua capacidade tecnológica. 

Os veículos da marca são capazes de se conectar à internet para receber informações como geolocalização

Além disso, a Internet das Coisas é usada para a condução dos carros no modo autônomo.

Nest

A Nest é uma empresa que concebe dispositivos inteligentes para casas e escritórios. 

Entre as criações da marca, o destaque vai para os termostatos e detectores de fumaças interligados a smartphones por meio de aplicativos. 

Enquanto o termostato é capaz de ajustar a temperatura do ambiente automaticamente, os detectores de fumaça enviam alertas caso algo fuja da normalidade.

Philips Lighting

As lâmpadas inteligentes têm conquistado consumidores do mundo todo. 

A Philips foi quem lançou os primeiros modelos. 

As lâmpadas podem ser controladas pelo smartphone. 

É possível ajustar as cores e a intensidade de acordo com a ocasião para deixar o ambiente mais aconchegante. 

FitBit

Outro exemplo da IoT no dia a dia são os dispositivos de monitoramento da FitBit, uma empresa que desenvolve soluções voltadas à saúde. 

Os dados dos usuários, como quilômetros percorridos e número de passos dados, são sincronizados com o aparelho celular.

Quais empresas estão investindo em IoT?

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Confira mais algumas empresas que adotaram a IoT:

Diageo

A Diageo é uma empresa britânica que detém uma série de marcas de bebidas alcóolicas. 

Entre elas, a marca de whisky Johnnie Walker, que é alvo de um projeto com IoT. 

As garrafas contam com uma tecnologia que permite saber se foram abertas, por exemplo. 

Outras comunicações também são possíveis por meio da conexão entre rótulos e smartphones.

John Deere

A aplicação da IoT no setor agrícola pode ser vista também pela fabricante de equipamentos John Deere. 

A tecnologia permite avaliar o nível de umidade no solo. 

Assim, os fazendeiros têm informações suficientes para tomar as melhores decisões em relação às suas produções.

Disney World

Na Disney World, os visitantes têm acesso à MagicBand, uma pulseira que utiliza a tecnologia RFID.

Além de comprar itens e viabilizar os passeios, o dispositivo monitora os passos dos usuários. 

Com isso, é possível saber quais brinquedos e atrações estão com alta demanda e precisam de alguma intervenção.

Conclusão

Viu só o potencial da Internet das Coisas?

A verdade é que as novas tecnologias têm transformado tudo. 

Por isso, é importante conhecê-las e saber como utilizá-las.

E, se quiser embarcar nelas e torná-las a sua profissão, é preciso investir em educação.

Na PUC Goiás, você encontra cursos completos, que preparam os alunos para o futuro.

Acesse o site e confira todas as formações disponíveis! 

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